domingo, 15 de janeiro de 2023

De onde vem meu sobrenome Fishuk


Endereço curto: fishuk.cc/fiszuk



Minha bisa, meu biso e minha mãe, no dia de seu batizado (1963)...


Como alguns conhecidos da internet sempre me perguntaram de que povo eslavo sou descendente e de onde vem e o que significa meu sobrenome “Fishuk”, com que assino nas redes sociais e sites em geral, também fiz uns anos atrás este vídeo breve explicando parte de minhas origens!

Embora eu tenha uma porção de antepassados vindos da Ucrânia e da Bessarábia/Moldova, sou descendente de muitos outros povos também. Estou expondo aqui alguns resultados de várias pesquisas que fiz sobre a origem do sobrenome “Fishuk”, ou melhor, “Fyshchuk”, que é sua real grafia ucraniana.

Em russo e ucraniano, o sobrenome em cirílico é “Фищук”, com a pronúncia levemente diferente. No meu próprio sistema de transliteração, eu escrevo “Fischuk” em russo e “Fyshchuk” em ucraniano. Por vezes se acham também as formas “Фишук” em russo e “Фішук” em ucraniano (mesma pronúncia “Fishuk”), já que por ser relativamente comum na Rússia e na Ucrânia, sofreu várias mutações.

Eu já vi registrados alguns Fishuk nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil o sobrenome tomou outras formas: “Fiszuk” (que está no meu registro civil) com meu avô materno e quase todos os seus irmãos, exceto um registrado “Fiskuski”. Eles todos são filhos de meu bisavô Basílio, que veio de Kyiv (Kiev, em russo) e era casado com Tecla “Coloxuk” (em 2022 achei vários “Koloszuk” no Instagram), da Bessarábia, e teve irmãos que talvez tenham se espalhado por outras partes do Brasil...

Já da parte dos italianos, o mais notável é que sou descendente das famílias Garla (Vêneto, mais provavelmente, mas Calábria, segundo minha avó) e Pellicci (Nápoles, mas com provável origem toscana), das quais já encontrei outros membros no passado pelas redes sociais. Espero que você se divirta com meu vídeo!



Adendo (12/8/2025): Um belo dia, faz mais de dois meses, meu amigo Claudio resolveu digitar a forma “Фішук” (cuja transcrição exata é “Fishuk”) num site ucraniano mostrando em que regiões mais ocorrem determinados sobrenomes e me mandou o resultado. A partir daí, acabei sendo levado a fazer um período de teste no famoso portal pago My Heritage, que contém materiais de domínio público, sejam artigos de jornal ou documentos de arquivo. E qual não foi minha surpresa ao achar esta ficha de registro de estrangeiros no acervo do estado de SP... exatamente com a ortografia que adoto nas mídias!

A maioria dos dados confere com o que já sabíamos, mas apareceram várias surpresas: o aniversário que desconhecíamos, os anos de nascimento e de chegada no Brasil (que recuam três anos em relação ao que pensávamos), a profissão “ferreiro” (que não sei se está relacionada a sua sabida ocupação de torneiro mecânico) e, o melhor de tudo, os nomes de dois de meus trisavós, que até minha mãe ignorava. Não há referência a irmãos nem sequer à origem, tanto mais que a nacionalidade aparece como “indefinida” (?). O nome “Eva” de sua mãe também pode dar uma pista sobre a suposta judeidade remota nas origens de minha família.

No verso da ficha, há um espaço pra “Observações” em que está datilografado (com máquinas e, provavelmente também, tempos diferentes): “Desembarcou em Porto Alegre, em Maio de 1914. Carteira modelo 19 exp. em 16-1-47. Transferiu residência rua Engenheiro Machado - 5 - Guarulhos - e emprego Av. Guarulhos - 123 - 21-12-48. Em 12.12.58 com 3 revalidações.”