Já virou chavão aquela frase repetida em comentários por muitos usuários de redes sociais: “A Terra plana não gira, capota”. Mas que isso fosse acontecer com o retorno do Véi Gagá à Bely Dom, ninguém jamais imaginaria, eu inclusive. Claro que minha aposta, aliás correta, é que ele ia defecar e tiranizar muito mais no Zesteite, mas que seu isolacionismo de fachada fosse virar um intervencionismo à la Bush 2.0 com esteroides, foi algo muito mais advindo de sua psicologia instável e imprevisível.
É claro que a tática netanyahista de resolver as coisas jogando bomba de longe na cabeça dos outros não dá nada certo: Bibi do Hamas fez isso pra destruir seus ex-parças do time que inspirou seu apelido, dizimou mais de 70 mil palestinos (pelo menos uns 15 mil autênticos terroreiros, sejamos francos), transformou a Caixa de Gases num entulhão a perder de vista e quase falhou quando chegou na fase do boots on the ground, ingrezismo xike na moda pra dizer “mano a mano”. E o Laranjão, enfoderado pela experiência no Ziraque (bem falha, aliás) e de quando ele jogou verde pra colher Maduro (putz, kkkkk), tá fazendo isso num país que não se parece com nenhum dos dois e, pra piorar, como martelam os telepalpiteiros, tem um regime muito mais complicado e com várias camadas a serem derrubadas, se o intuito fosse mesmo entronar o Temer da Shopee.
Deu ruim, muito ruim: enquanto datilografo estas alíneas (meio-dia de domingo), o novo ditador de turbante já foi escolhido, mas o chāy de revelação ainda não aconteceu; porém, uma espécie de troica integrada pelo azerbaijano “presidente” Bananian está com as rédeas da situação. Se sem um barbudão aloprado já tão fazendo o impensável estrago de atingir alvos ocidentais nos atávicos inimigos quibes do Golfo (enquanto estes assistem pianinhos com a rosca comprimida), imagine com um! Pior, se for o filho do finado “Camenei”, ainda por cima considerado “linha dura” (e pinto mole), a “coalizão” já disse que vai o exterminar na hora.
Mas voltando às capotadas da Terra plana, a bizarra metáfora do Cumpade Oxto sobre o presidente ucraniano Zelensky “não ter cartas” contra Putler rodou o mundo e, fora o constrangimento de Kyiv, se transformou num meme geopolítico eterno. Claro que, durante 2025, o ínfimo avanço orc ao custo das maiores perdas anuais desde o início da invasão desmentiu em parte esse filokremlinismo enrustido, sem contar outros importantes reveses pontuais que viriam em 2026. Mas o balde de água fria veio quando o mundo se deu conta que um Shahed iraniano custava “meras” 20 mil doletas, enquanto os sistemas tradicionais derrubavam cada um deles com mísseis custando quatro milhões de doletas a unidade!
Como se sabe, calejados pela experiência, os ucranianos tiveram que “bricolar” (como dizem em parisiense) uma defesa fácil e barata, e em grande medida conseguiram. Agora, todos os jornalões se refastelam com manchetes dizendo que são as monarquias petrolíferas e até mesmo o Til Çan que estão desta vez implorando por “experiência” ucraína pra lidar com as mosquinhas de Teerã! E a zoeira foi inevitável: “Quem é que não tem as cartas agora?” Rs:

“É essa carta que você queria?” (Volodymyr Guina enrabando Jaílson Trump)

Se as coisas continuarem nesse ritmo (incluindo o fracasso total da Moscóvia de aquebrantar o moral do povo ucraniano, destruir sua infraestrutura e irromper em avanços maiores), o ex-pianista peniano não vai ter só cartas, mas um baralho inteiro. Melhor ainda, ele vai comprar a COPAG, a famosa fábrica do baralho:

Montagem repassada por meu amigo Claudio (a quem também agradeço pela imagem inicial): quem é que deve dizer obrigado agora?...

Putler diz que a “operação militar especial” visa “desmilitarizar a Ucrânia” pra evitar o “cercamento” da Moscóvia pela OTAN. Mentira, ele conduz não só uma típica guerra de anexação, mas também de extermínio, porque disse várias vezes que os ucranianos “não existem” enquanto povo à parte. Quem na Banânia ainda acredita no Creminho, é burro, mal-informado, desonesto ou ideologicamente canalha mesmo. Se fosse por isso, olha o tamanho da fronteira do Irã com o “Piru”, que faz parte da OTAN: cadê os aiatolás reclamando da organização “às nossas portas”?...

Bibi do Hamas: “Eu vou destruir a capital de qualquer país de cujo governo eu simplesmente não goste ou que não chupe meu saco e o do Laranjão!”
Bibi do Hamas pouco depois:














É um momento histórico, gostemos ou não dos resultados e do modo como foi feito, portanto, eu não podia deixar passar. Mais material vai aparecer, mas esta nova leva resulta de uma simples entrada no esgotão do Équis, pra ver como o Molusco teria reagido ao morrimento de um dos maiores carniceiros da história recente. Felizmente, ele só tá se ocupando do que importa e publicando coisas sobre as tragédias das chuvas no leste de Minas Gerais.

























Depois do clássico com minhas traduções de duas músicas do italiano Sergio Endrigo cantadas em 