quarta-feira, 11 de março de 2026

Noções básicas de pronúncia do russo

As próximas três publicações podem soar paradoxais, já que há quatro anos venho combatendo a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin e que sou um crítico feroz da imposição da língua e cultura russas aos territórios ocupados, bem como de seu uso no exterior como uma espécie de soft power capenga pra esconder os crimes de Moscou contra a humanidade. Porém, não devemos esquecer que nem todos os russos apoiam a guerra e que muitos deles, pessoas de alto valor científico, artístico e literário, vivem hoje exilados em países capitalistas desenvolvidos. Por isso mesmo, conhecer a língua russa, e não somente a ucraniana, pode ser uma ferramenta crucial pra entendermos o regime terrorista atualmente em vigor na Rússia e obtermos informações objetivas sobre a agressão contra o vizinho meridional, onde muitos ainda dominam o “idioma de Pushkin” e os soldados da frente de batalha costumam ser mil vezes mais sinceros que a propaganda oficial.

Na verdade, esta publicação e a seguinte consistem em material que ainda restava do minicurso livre de introdução ao russo que ministrei no programa TOPE da Unicamp no 2.º semestre de 2017, mas que levou um pouco mais de tempo pra ser adaptado à página. Percebi que parte dele já tinha sido publicada em 2017 e 2018, também como dicas pra estudantes de russo, sob o mesmo rótulo “Língua russa” que se encontra no final do texto. Mas estes restos que achei faz pouco tempo são mais ricos em exemplos, e não tive tempo de ficar comparando, portanto, assumo a responsabilidade pelas repetições e redundâncias. Adaptei pouco o estilo, fiz algumas correções e acréscimos quando necessário e mantive as explicações em russo que não faço ideia de por que coloquei no material pro curso.

A terceira publicação vai trazer justamente uma lista de outros textos sob o mesmo rótulo, selecionados por sua importância pro estudo mais ou menos aprofundado do idioma. Infelizmente, não é um material pra iniciantes, e sim uma sistematização de noções pra quem já começou a aprender russo, embora também possa ser lido por curiosos que consigam tirar proveito de algumas das explicações dadas. Por isso, comecei com estas observações sobre pronúncia, cujo valor reside em apresentar detalhes de pontos geralmente difíceis até pro estudante avançado (sinas duro e brando, redução vocálica, realização das consoantes brandas), e depois passo pra noções gerais que fazem um apanhado das principais características do idioma, por vezes o comparando com o português.

Reitero que, apesar de meu desejo, não estou disponível pra dar aulas virtuais de qualquer língua que seja, mas posso passar indicações de bons profissionais (também pra inglês, francês etc.), bem como não é difícil os encontrar em diversas redes especializadas. No caso do russo, apenas recomendo que evite professores omissos ou simpáticos à guerra de Putin, pois ocasionais apologias nacionalistas ou patrióticas são abjetas nesse contexto; se ele falar português, mas estiver num dos próprios países que realizam a agressão, então duvide mais ainda, e de preferência rejeite.


ПРОИЗНОШЕНИЕ РУССКОГО ЯЗЫКА
(A PRONÚNCIA DO RUSSO)

В русском языке гласные и согласные звуки (A língua russa possui vogais e consoantes).
Гласные звуки (vogais): А Е Ё И О У Ы Э Ю Я
Согласные звуки (consoantes): Б В Г Д Ж З К Л М Н П Р С Т Ф Х Ц Ч Ш Щ
Полугласный звук (semivogal): Й

Не обозначают звуков (Não representam nenhum som): Ъ (sinal duro), Ь (sinal brando)

Гласные звуки делятся на твердые и мягкие (As vogais se dividem entre duras e brandas).
Твёрдые гласные (vogais duras): А Э Ы О У
Мягкие гласные (vogais brandas): Я Е И Ё Ю

Согласные звуки делятся на звонкие и глухие (As consoantes se dividem entre sonoras e surdas).
Звонкие согласные (consoantes sonoras): Б В Г Д Ж З Л М Н Р (Й)
Глухие согласные (consoantes surdas): П Ф К Т Ш С Х Ц Ч Щ

Согласные звуки делятся на твердые и мягкие (As consoantes se dividem em duras e brandas).
Твёрдые согласные (consoantes duras): Б В Г Д З К Л М Н П Р С Т Ф Х Ж Ц Ш
Мягкие согласные (consoantes brandas): Б’ В’ Г’ Д’ З’ К’ Л’ М’ Н’ П’ Р’ С’ Т’ Ф’ Х’ Й Ч Щ
Всегда твёрдые (São sempre duras): Ж Ц Ш
Всегда мягкие (São sempre brandas): Й Ч Щ

Велярные согласные (consoantes velares): Г К Х
Шипящие согласные (consoantes chiantes): Ж Ч Ш Щ
После велярных согласных пишутся только (Após consoantes velares só podem ser escritas) А, Е, И, О, У.
После шипящих пишутся только (Após consoantes chiantes só podem ser escritas) А, Е, И, Ё, У, но произносятся (mas se pronunciam):

  1. [ЖА], [ЖЭ], [ЖЫ], [ЖО], [ЖУ], [ША], [ШЭ], [ШЫ], [ШО], [ШУ];
  2. [ЧЯ], [ЧЕ], [ЧИ], [ЧЁ], [ЧЮ], [ЩЯ], [ЩЕ], [ЩИ], [ЩЁ], [ЩЮ].


PALATIZAÇÃO

A palatização é um conceito fonético muito importante em russo. Ela se expressa por meio de uma articulação adicional durante a pronúncia das consoantes, em que o dorso da língua se eleva em direção ao palato mole. É como se um “i” semivocálico muito breve fosse pronunciado logo após a consoante, alterando sua natureza.

Quase todas as consoantes aparecem em pares de duras e brandas:

БВГДЗКЛМНПРСТФХ
Б’В’Г’Д’З’К’Л’М’Н’П’Р’С’Т’Ф’Х’

Três consoantes são duas por natureza: Ж, Ц, Ш.
Três consoantes são brandas por natureza: Й, Ч, Щ.

Há três maneiras de se indicar uma consoante branda:

1. Quando ela está antes de uma vogal branda. Neste caso, a vogal branda perde seu som “iotado” (Й) e se pronuncia como sua variante dura, precedida da consoante branda: воля [вольа], тело [тьэла], нёбо [ньоба].

Observação 1: No começo da palavra e após outras vogais, as vogais brandas são pronunciadas com seu som pleno, “iotado”: яблоко [йаблака], маяк [майак], если [йэсли], Краевский [крайэфский], ёлка [йолка], он поёт [он пайот], юг [йук], уютно [уйутна].

Observação 2: A rigor, as vogais Ы e И não se opõem como “iotada” e “não iotada”: não existe som consonantal brando antes de Ы, nem som consonantal duro antes de И.

2. Quando ela é sucedida do sinal brando (Ь).

3. Em algumas combinações, quando ela é sucedida por outra consoante branda (a chamada “dupla palatização”): песня [пьэсьньа], звонкий [звонький], здесь [зьдьэсь], шесть [шэсьть], свет [сьвьэт], дни [дьни], кончит [коньчить].

O sinal brando (Ь) jamais aparece após as seguintes consoantes: Г, К, Х, Ц.

Após as consoantes Ж, Ч, Ш e Щ, o sinal brando não promove nenhuma alteração fonética nessas letras, mas serve apenas como um sinal ortográfico:

1. Indicando o gênero feminino: ложь (mentira), ночь (noite), мышь (camundongo), вещь (coisa). Por outro lado, sempre que um substantivo terminar em chiantes não seguidas de sinal brando, ele será sempre masculino: нож (faca), мяч (bola), карандаш (lápis), плащ (capa de chuva).

2. Separando essas consoantes de vogais brandas que, dessa forma, pronunciam-se em sua forma plena com o som “iotado” (Я = [ЙА], Ё = [ЙО]) etc.: ружьё (espingarda), ночью (à noite), он шьёт (ele costura), с вещью (com um objeto).

Observação 1: No caso de outras consoantes que são seguidas do sinal brando e de uma vogal branda, essa consoante é palatizada e a vogal, pronunciada de forma iotada: семья (família), платье (vestido), он пьёт (ele bebe), я лью кофе (eu sirvo café).

Observação 2: Também é comum a letra И aparecer após o sinal brando: скамьи (bancos de praça, de escola etc.), чьи (cujos, dos quais; de quem, pl.).

3. Alguns verbos no infinitivo também terminam em ЧЬ: печь (assar, cozinhar), мочь (poder), жечь (queimar, arder), беречь (salvar, guardar), помочь (ajudar).


OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES

Redução vocálica: Algumas vogais, por causa da menor tensão em sua pronúncia, mudam de qualidade sonora quando são átonas (isto é, quando não estão na sílaba tônica). Assim, sua pronúncia passa a ser diferente, nos seguintes casos:

1. Redução de О para А: a vogal О é sempre pronunciada А quando não está em sílaba tônica (a vogal desta está indicada com sublinhado): гора = [гара], тело = [тьэла], молоко = [малако], молодо = [молада]. O deslocamento da sílaba tônica numa flexão nominal ou verbal também faz valer essa regra: голова [галава] (cabeça) > головы [голавы] (cabeças); хороший [харошый] (bom) > хорошо [харашо] (bem); я смотрю [йа сматрьу] (eu olho) > он смотрит [он смотрит] (ele luta, combate).

Exceção: palavras estrangeiras em que o О aparece depois de outras vogais, quando o О manterá sua pronúncia regular: какао (cacau), радио (rádio), хаос (caos), трио (trio).

2. Redução de Е, Э e Я para И: as três vogais mencionadas têm seu som reduzido ao do И quando são átonas. Quando o Е e o Я estão depois de vogal ou no começo da palavra, vão se pronunciar como um И “iotado” (ou seja, [йи]): Елена [йильэна], поезда [пайизда], экзамен [игзамин], язык [йизык], Маяковский [майикофский].

Observação: Quando a letra Я átona está na posição final da palavra, ela é pronunciada como um [ьа] (após consoante) ou [йа] (após vogal) mesmo: дыня [дыньа], Зоя [зойа].

Pronúncia de И e Э iniciais como Ы: Quando as letras И e Э aparecem no começo da palavra, antecedida por outra que termine em consoante dura, elas vão se pronunciar como Ы, havendo ligação das duas palavras: в Италии [выталии], от имени [атымини], над экватором [надыкватарам].

Observação: Quando o Э for tônico, obviamente ele mantém seu som original: в этом году [вэтамгаду] (tonicidade secundária).

Vocalização e ensurdecimento de consoantes: Como visto acima, as consoantes russas não se opõem apenas entre brandas e duras, mas também entre surdas e sonoras. As consoantes surdas são emitidas sem vibração das cordas vocálicas, e as sonoras, com essa vibração. Muitas consoantes, com o mesmo ponto de articulação na boca, distinguem-se umas das outras apenas por essa presença ou ausência de vibração (vocalização). Essa distinção lhes faz serem distribuídas em pares:

SurdasSonoras
ПБ
КГ
ТД
ШЖ
СЗ
ФВ

É importante lembrar que as mudanças sonoras implicadas pelo contato entre essas consoantes não implicam qualquer alteração da ortografia. As consoantes Х, Ц, Ч e Щ são surdas por natureza (podem se sonorizar por influência de sons vizinhos), e as consoantes Л, М, Н e Р são sempre sonoras, portanto, não têm um equivalente, respectivamente, sonoro ou surdo.

As mudanças relativas a esse fenômeno de vocalização e ensurdecimento são as seguintes:

1. No final de uma palavra, as consoantes sonoras sempre serão pronunciadas como sua equivalente surda, o que vale tanto para as duras quanto para as palatais: год [гот], зуб [зуп], рог [рок], гараж [гараш], раз [рас], лев [льэф]. Mudanças flexionais que mudem essa condição anulam o ensurdecimento: два года (dois anos), зубы (dentes), рога (chifres), в гараже (na garagem), ни разу (nenhuma vez), льва (do leão).

Observação: Isso vale também para encontros consonantais no fim da palavra: поезд [пойист], mas поезда (trens); мозг [моск], mas мозги (cérebros).

2. Num encontro consonantal, se a última letra for surda, ela ensurdece as demais, caso sejam sonoras; e vice-versa, ou seja, se a última letra for sonora, ela vocaliza as demais, caso sejam surdas: водка [вотка], бывшый [быфшый], вторник [фторник], подскок [патскок], обсудить [апсудить]; отзыв [одзыф], футбол [фудбол], сдача [здача], также [тагжы], сгореть [згарьэть].

3. Observe que em russo, a maioria das preposições se une à palavra seguinte, formando uma só unidade de sentido e pronunciação. A consoante final delas é vocalizada ou ensurdecida, conforme a situação, o que é bem verdade para as preposições compostas de uma só consoante: в саду [фсаду], без тебя [бистибьа], из Киева [искиива], к дому [гдому], от Греции [адгрьэцыы], с дедом [здьэдам], над столом [натсталом].

4. A letra В é uma exceção: ela não sonoriza consoantes anteriores: квас (kvas, bebida fermentada), não [гвас]; ответ (resposta), não [адвьэт]; свадьба (casamento), não [звадьба]. As letras Л, М, Н e Р também não sonorizam as consoantes precedentes: слон (elefante), não [злон]; окно (janela), não [агно]; отмена (anulação, revogação), não [адмьэна].



terça-feira, 10 de março de 2026

Memes e vídeos sobre a covid-19 (2)

Há quase exatos três anos, comecei uma coleção que não sabia se teria uma sucessão ou continuidade linear. É um pouco triste, mas trata-se da maioria dos vídeos do Pan-Eslavo Brasil, meu antigo canal no YouTube, relativos à pandemia de covid-19 (inicialmente chamado apenas de “coronavírus”, o popular “coronga” ou “coronha”...) e de caráter histórico, político ou mesmo humorístico. Os primeiros lançados ao redor do mundo dão instruções de proteção, às vezes de forma descontraída, mas com o tempo, descoberta a periculosidade do vírus e manifestada a inação de Jair Bolsonaro e Donald Trump no combate à doença, o teor vai ficando cada vez menos deglutível.

Dessa forma, obviamente muita coisa que publiquei na época imediatamente após surgir, somente pra viralizar e indignar, nem vou fazer aparecer de novo, porque em geral se trata de chiliques do marido da Michelle ou tem nula importância informativa. Já alguns absurdos e violências inspirados por este senhor podem e até devem ser resgatados, pra que os futuros jovens não sofram de amnésia coletiva (como os de hoje sofreram com relação ao adolfismo e à ditadura militar), saibam de fato o que foi essa época e não botem de novo na cadeira do Planalto um falso Messias. Hoje estou terminando de “ressuscitar” o material restante que eu tinha.

Algumas coisas eu mesmo editei, outras me chegaram por meio de um antigo grupo de WhatsApp que mantive pra admiradores do Pan-Eslavo Brasil de 2018 a 2020 e outras ainda achei assistindo à mídia de outros países. Dada a distância temporal da produção e da publicação em meu extinto YouTube, não tenho mais as fontes originais nem as descrições que eu mesmo redigi, portanto, os vídeos estão apenas com uma breve descrição ou contextualização. Alguns hoje são pérolas ou raridades perdidas, certamente apagadas da memória pública. Me perdoe se eu acabar provocando algum “gatilho” ou se tal conteúdo não te agradar, devido ao peso desses anos passados...

(Devido ao recarregamento recente no Google Drive, alguns podem ainda não estar rodando sob pretexto de “lentidão no processamento”, mas talvez apareçam dentro de alguns dias.)




Vídeos “premonitórios” do Chaves: no primeiro (episódio “Estatísticas”), Professor Girafales afirma que “a cada vez que o Chaves respira, morre uma pessoa na China”; no segundo, o mesmo Mestre Linguiça dá dicas de prevenção de infecções na barraca de sucos do Chaves e na escolinha da vila.


No começo, o tom das mídias é leve. Primeiro, o Canadian Specialist Hospital de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, dá dicas de como agir pra prevenir a contaminação (embora pareçam até leves pras consequências posteriores...).


“Proteger da vacina e de Deus lá em cima” (Jornal Hoje, 2 de junho de 2020). Será que ele quis dizer “proteção”? Rs.


Uma máscara e um rolo de papel higiênico conversam e comparam a dureza de suas funções.


Governo da província argentina de Buenos Aires faz uma paródia de Aserejé, sucesso internacional da década de 2000, pra ressaltar a importância da prevenção.


Com o tempo, as relações entre as pessoas e entre elas e o Estado, assim como a eficácia em aplicar as medidas emergenciais, vão ficando mais tensas e mais difíceis. Aqui, um cliente se recusa a usar máscara e apanha de atendente no Brasil (11 de agosto de 2020, com uma canção do povo komi da Rússia ao fundo).


Rússia é acusada por três países de roubar dados sobre vacinas (Jornal Nacional, 16 de julho de 2020).


Idosa de Bragança Paulista, minha cidade de adoção, dá chilique no Lago do Taboão por se recusar a usar máscara (17 de março de 2021).


Homem no Usbequistão foge da polícia pra escapar da quarentena.


Depois da série americana Smallville, senhor inventa o “Coronaville” no Jornal Nacional em 11 de setembro de 2020.


A pior parte está na razão pela qual Jair Bolsonaro é propriamente chamado de “genocida” por seus detratores. Este infame clipe lançado nas redes do governo, mas depois apagado, se intitulava “O Brasil não pode parar”, logo quando especialistas começavam a recomendar o lockdown.


Governistas fanáticos diziam (acho que numa praia do Rio de Janeiro) que eram “a galera do coronavírus, vamo infectá todo mundo!”... Espero que tenham sofrido bastante!


O ciclista paulistano que ficou famoso em setembro de 2020 com a frase “Não queremos a vacina, nós temos a cloroquina” (e a voz feminina que ficou famosa gritando “Não queremos a va-China!”). Também espero que não tenham tomado e tenham ficado com sequelas do vírus!


E, finalmente, enfermeiras protestam pacificamente, em silêncio, na Praça dos Três Poderes no auge da pandemia, contra a precarização de seu trabalho e o negacionismo do Planalto. São incomodadas e até agredidas por bolsominions aloprados...


Mas é claro que, se até “Trump Sempre Arrega” (TACO), o Coiso ia ter de aceitar o óbvio alguma hora, após, claro, provocar umas centenas de milhares de perdas, abrir caminho a tantas mais e deixar incontáveis cidadãos com sequelas. O que ele chamava de “va-China do Doria” agora era a “vacina do Brasil”!


Tudo isso, embora Xi Jinping tenha decretado o “fim” da pandemia na própria China ainda na segunda metade de 2020.


segunda-feira, 9 de março de 2026

Zelensky, Irã, Shaheds e cartas

Já virou chavão aquela frase repetida em comentários por muitos usuários de redes sociais: “A Terra plana não gira, capota”. Mas que isso fosse acontecer com o retorno do Véi Gagá à Bely Dom, ninguém jamais imaginaria, eu inclusive. Claro que minha aposta, aliás correta, é que ele ia defecar e tiranizar muito mais no Zesteite, mas que seu isolacionismo de fachada fosse virar um intervencionismo à la Bush 2.0 com esteroides, foi algo muito mais advindo de sua psicologia instável e imprevisível.

É claro que a tática netanyahista de resolver as coisas jogando bomba de longe na cabeça dos outros não dá nada certo: Bibi do Hamas fez isso pra destruir seus ex-parças do time que inspirou seu apelido, dizimou mais de 70 mil palestinos (pelo menos uns 15 mil autênticos terroreiros, sejamos francos), transformou a Caixa de Gases num entulhão a perder de vista e quase falhou quando chegou na fase do boots on the ground, ingrezismo xike na moda pra dizer “mano a mano”. E o Laranjão, enfoderado pela experiência no Ziraque (bem falha, aliás) e de quando ele jogou verde pra colher Maduro (putz, kkkkk), tá fazendo isso num país que não se parece com nenhum dos dois e, pra piorar, como martelam os telepalpiteiros, tem um regime muito mais complicado e com várias camadas a serem derrubadas, se o intuito fosse mesmo entronar o Temer da Shopee.

Deu ruim, muito ruim: enquanto datilografo estas alíneas (meio-dia de domingo), o novo ditador de turbante já foi escolhido, mas o chāy de revelação ainda não aconteceu; porém, uma espécie de troica integrada pelo azerbaijano “presidente” Bananian está com as rédeas da situação. Se sem um barbudão aloprado já tão fazendo o impensável estrago de atingir alvos ocidentais nos atávicos inimigos quibes do Golfo (enquanto estes assistem pianinhos com a rosca comprimida), imagine com um! Pior, se for o filho do finado “Camenei”, ainda por cima considerado “linha dura” (e pinto mole), a “coalizão” já disse que vai o exterminar na hora.

Mas voltando às capotadas da Terra plana, a bizarra metáfora do Cumpade Oxto sobre o presidente ucraniano Zelensky “não ter cartas” contra Putler rodou o mundo e, fora o constrangimento de Kyiv, se transformou num meme geopolítico eterno. Claro que, durante 2025, o ínfimo avanço orc ao custo das maiores perdas anuais desde o início da invasão desmentiu em parte esse filokremlinismo enrustido, sem contar outros importantes reveses pontuais que viriam em 2026. Mas o balde de água fria veio quando o mundo se deu conta que um Shahed iraniano custava “meras” 20 mil doletas, enquanto os sistemas tradicionais derrubavam cada um deles com mísseis custando quatro milhões de doletas a unidade!

Como se sabe, calejados pela experiência, os ucranianos tiveram que “bricolar” (como dizem em parisiense) uma defesa fácil e barata, e em grande medida conseguiram. Agora, todos os jornalões se refastelam com manchetes dizendo que são as monarquias petrolíferas e até mesmo o Til Çan que estão desta vez implorando por “experiência” ucraína pra lidar com as mosquinhas de Teerã! E a zoeira foi inevitável: “Quem é que não tem as cartas agora?” Rs:


“É essa carta que você queria?” (Volodymyr Guina enrabando Jaílson Trump)


Se as coisas continuarem nesse ritmo (incluindo o fracasso total da Moscóvia de aquebrantar o moral do povo ucraniano, destruir sua infraestrutura e irromper em avanços maiores), o ex-pianista peniano não vai ter só cartas, mas um baralho inteiro. Melhor ainda, ele vai comprar a COPAG, a famosa fábrica do baralho:


Montagem repassada por meu amigo Claudio (a quem também agradeço pela imagem inicial): quem é que deve dizer obrigado agora?...


Putler diz que a “operação militar especial” visa “desmilitarizar a Ucrânia” pra evitar o “cercamento” da Moscóvia pela OTAN. Mentira, ele conduz não só uma típica guerra de anexação, mas também de extermínio, porque disse várias vezes que os ucranianos “não existem” enquanto povo à parte. Quem na Banânia ainda acredita no Creminho, é burro, mal-informado, desonesto ou ideologicamente canalha mesmo. Se fosse por isso, olha o tamanho da fronteira do Irã com o “Piru”, que faz parte da OTAN: cadê os aiatolás reclamando da organização “às nossas portas”?...


Bibi do Hamas: “Eu vou destruir a capital de qualquer país de cujo governo eu simplesmente não goste ou que não chupe meu saco e o do Laranjão!”

Bibi do Hamas pouco depois:


domingo, 8 de março de 2026

Hoje é o dia delas!

Tive que reprogramar a publicação que já tinha saído hoje, pois não podia perder a oportunidade de divulgar algumas pérolas relacionadas ao Oito de Março, conhecido como o Dia Internacional das Mulheres, ou apenas “de luta das mulheres trabalhadoras”, segundo a extrema-esquerda. A cena acima diz muito sobre um regime que, embora enfraquecido (já tava assim antes do Laranjão e do Bibi do Hamas encherem Teerã de bomba!), insiste em relegar as mulheres ao segundo plano e as obrigar a se vestirem conforme desejam os velhos brochas e recalcados de turbante no comando.

Claro que na Arábia Saudita (que tem feito algumas aberturas), no Afeganistão e em áreas controladas pelo Daesh ou algum de seus afiliados na África, no Levante e na Ásia Central – que são sunitas, e não xiitas, como os aiatolás – é muito pior. Mas não é por isso que devemos passar pano pra qualquer um dos grupos citados, e é sempre bom cutucar os “revoluciotários” sobre por que fazem tanto estardalhaço nas redes antissociais quando chega o Dia das Muié, mas evitam falar sobre a opressão religiosa em países que, ao menos no discurso, empunham o manual antiamericano – e só por causa disso. O movimento iraniano “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022, por exemplo, passou em silêncio ensurdecedor entre nossas fe-mimimi-nistas de universidade. Mas se “mexeu com ume, mexeu com todes”, por que a garota curda Jîna Emînî não merece entrar na lista?...

Sempre guardei este corte da Ana Lesnovski, apresentadora e uma das fundadoras do canal Meteoro Brasil, pra divulgar entre amigos, mas quase sempre perdia a data correta. Agora eternizo o meme criado após o Oito de Março em 2023, quando o deputado Nikolas Ferreira fez aquele infame discurso na Câmara dos Deputados em que teve um ataque de transfobia e pôs a peruca loira pra dizer que “se sentia a deputada Nikole” – o que por si só também não deixou de ser motivo de escárnio. Como a Ana mostrou e resumiu nessa frase humorística, os outros discursos com homenagens, inclusive de parte da esquerda, pecaram pelo primarismo e pela condescendência, quando não foram “abridamente” misóginos; apenas lamento que o Meteoro Brasil tenha tomado o mesmo rumo da maior parte dos canais “anti-hegemônicos” e passado pano pro Maduro, bem como silenciado perante Putin e Khamenei:



A moda do karaokê ao vivo na TV estatal, com cantos e clipes patrióticos em meio aos ataques aéreos, está literalmente bombando no Irã. Pena que essa caligrafia nasta’liq “de risquinhos” é difícil de entender até pra quem já domina as escritas persa e árabe (aliás, alguém notou que está escrito “Irã” em vermelho?):

Pelo menos, a se crer no portal Jeum, o ritmo podia ser este, saindo apenas da internet e indo pra transmissão aberta; afinal, só assim mesmo pra Banânia ter alguma utilidade no “issssshterior”, rs:


E pra fechar esta edição especial na felicidade, vamos de homicida gravando um discurso de Oito de Março (feriado celebrado desde os tempos soviéticos, digamos, de forma um tanto hipócrita) pra ser publicado no portal do Creminho, mas que acabou “por acidente” sendo lançado sem edição, com um baita acesso de pigarro no ditador. Esse incômodo, aliás, é muito visível quando o seguimos defecando pela boca por um tempo razoável:


sábado, 7 de março de 2026

O melhor e o pior de Olavo de Carvalho

Ele dizia que “matava a cobra e mostrava o pau”. Mas na essência, o virginiano de Campinas (o que dá quase na mesma) não passava de um velho covarde, ressentido, estúpido e pouco instruído (leitura não é sinônimo de educação) que optou por usar sua mediocridade pessoal e profissional pra aplicar diversos tipos de golpe enquanto vivia no Brasil. Precisando fugir pra não arcar com as consequências, continuou enganando e fanatizando as pessoas por meio da internet – no que foi um pioneiro, antes até do boom das redes sociais. Se dizendo um “pensador” de nossa sociedade, idealizou uma realidade inexistente, incompatível com as necessidades e tradições do povo comum e suas múltiplas origens e influências. E pra esse ideal, atraiu uma elite – e uma classe média com sonho de elite – obcecada pelo antipetismo, apavorada com a emergência de novos atores sociais e, em nossa melhor tradução pseudointelectual, carente de um guru que lhes ditasse o que pensar, do que gostar e pelo que ou contra quem lutar.

Olavo de Carvalho não foi um “raio caído em céu azul”, e embora ele tenha se aproveitado do clima de desorientação geral que reinava no Brasil da década de 2010, lembremos que seus coices e charlatanices vêm de longa data, e que mesmo então vários outros picaretas floresceram no meio digital em diversas áreas, em diversos campos do espectro político – mostrando muito mais nosso analfabetismo crítico do que a falta de um “policiamento” ideológico tão caro às ditaduras. Hoje, tendo desaparecido devido a sua própria inépcia em cuidar da saúde, alguns grupelhos radicais e uns poucos políticos “bolsonaristas raiz” insistem em empunhar suas máximas como “pérolas de sabedoria” e “herança filosófica”. Ainda assim, o “casamento” entre Olavo e Jair Messias não foi pessoal nem espontâneo: primeiramente “esposado” pelo filho Eduardo Bolsonaro, o famoso “Bananinha” – já que o pai era um mero milico reaça fracassado sem ideias próprias –, foram “empurrados” pela turba nas manifestações de 2015-16 e se encontraram meio a contragosto na vitória de 2018.

Como diz minha avó, “dois bicudos não se beijam” (ou como ouvi outro dia sobre a China e os EUA, “não pode haver dois tigres no topo de uma mesma montanha”), portanto, a ruptura foi inevitável. Em poucos meses, sem colher os louros que julgava merecidos, mas que sequer foram prometidos pelo novo governo, Olavo partiu pra velha tática de xingamentos, difamação e rancor; basta lembrar que suas duas indicações, Vélez Rodríguez pra Educação e Ernesto Araújo pras Relações Interiores, não duraram muito e hoje vagueiam na irrelevância. Nada disso diminuiu sua popularidade em meios aos apoiadores do caos que se instalava em Brasília, e o conglomerado Brasil Paralelo, com todo o estrago que promove na esfera da popularização de conhecimento, reivindica abertamente o “olavismo”.

Entre aulas fajutas, requisitórios coprolálicos e atuações que passaram pra história como verdadeiros memes, também acabei perpetuando alguns cortes de pensamentos isolados no Pan-Eslavo Brasil, meu finado canal no YouTube, ainda que pra me contrapor ao sujeito. De fato, em certa época quando tinha mais tempo, cheguei a dar olhadas em certos vídeos, e em dado momento a quantidade de cortes foi tão considerável que até me apelidaram de “Eslavo de Carvalho”, rs. E ao fim e ao cabo, resolvi transferir pra cá seus “melhores momentos”, incluindo bobagens, ideias reacionárias e afirmações fora de contexto. Nem todos estão datados nem têm a origem indicada, mas os seis primeiros vêm de uma entrevista remota que ele deu a Leda Nagle, outrora grande nome de nosso jornalismo que, infelizmente, terminou se rendendo ao fascismo tropical. Os títulos são os mesmos, ou quase, que dei no YouTube.

Adicionei também outros dois “clássicos” que não cheguei a republicar, mas estão entre meus “preferidos”... Aproveite o quanto puder e, se desejar, faça comentários e sugestões! IMPORTANTE: as marcas e endereços no vídeo, por se referirem a meu antigo canal, obviamente não funcionam mais.


O Brasil precisa se tornar um país civilizado:


Sobre o preconceito contra religiões, pessoas LGBT e negros:


Todo mundo é analfabeto funcional... menos eu:


Olavo define “fascismo” como o regime atualmente em vigor:


Olavo diz que a única coisa de que sente saudades no Brasil é de pastel com caldo de cana; único e inusitado momento “povão” que conheço dele:


Olavo diz que não tem medo de morrer; “ficar eternamente neste planeta seria um horror” é algo com que, confesso, eu concordo, mas vai de encontro à obsessão da “tecnoligarquia” que hoje se pendurou no saco de Trump:






Iosif Stalin seria “o maior estrategista da história humana”. Na época, muitos me criticaram por tirar este trecho do contexto maior do vídeo completo, cujo conteúdo, porém, afirmando que “Stalin criou o nazismo”, mal tem qualquer valor intelectual ou didático. Mas a intenção foi mesmo provocar, chocar ou fazer rir, pois todo mundo sabia a real posição ideológica do Olavo e não poderia tirar qualquer conclusão positiva dessa fala. O que soa engraçado, no vídeo de janeiro de 2017, é fazer parecer que ao chamar Stalin de “o maior estrategista da história humana”, ele ainda vê algum mérito em sua figura. Segundo o pensador, “tudo aconteceu do jeito que ele disse, e ele obteve tudo o que ele queria”, ficando de fato ao internauta informado a missão de saber que isso não implica nenhuma adesão ao comunismo. O áudio original estava baixo demais, então ao editar, além de cortar o quadro, aumentei consideravelmente o volume:


Outro momento “comunista só que não”, ao dizer que o povo é a fonte de toda democracia (ao som da Internacional):


“Só que não” mesmo, pois afirma que Bolsonaro tinha que combater o comunismo, mas não tomava nenhuma medida nesse sentido:


Não existe uma direita no Brasil:


A política não é uma luta de ideias:


Sobre os comunistas brasileiros (novembro de 2019):


Olavo explica as preliminares sexuais:


Olavo finalmente rompe com Bolsonaro e o manda enrabar condecoração oferecida (começo de junho de 2020, ao som do hino da URSS):


Montagem sem graça (mas que fez algum sucesso!) que fiz com a música da antiga propaganda do Café Seleto (vídeo de 2017):








sexta-feira, 6 de março de 2026

Verdades sobre a vida

Um amigo meu quis fazer besteira com IA (até agora não entendi o que passou pela cabeça dele), mas acabei tendo outra ideia:



É como reza a sabedoria popular: a beleza passa...



... mas a virtude e o caráter...



... sempre permanecem!


quinta-feira, 5 de março de 2026

O Temer da Shopee ataca novamente

Eis aqui o mais recente pronunciamento de Rezā Pahlavi, filho do último xá do Irã, Mohammad Rezā Pahlavi (que fugiu da turba em fúria em 1979, covarde igual ao tsar Nicolau 2.º, e não foi “deposto”, como dizem na mídia), logo depois do fim do “líder supremo”. Como de costume, ele manda o povo ir lutar na rua, protegido em seu conforto nova-iorquino, toda vez que ocorre uma crise maior. É mais um representante das incontáveis casas monárquicas inexistentes, dentre as quais se destaca, por sua lacração online, a Família Irreal Bananeira, cuja “membra” mais visível tem sido a princesa Gabiroba.

Não quero arrogar a certeza sobre qual é o futuro ideal pro Irã, mas verdade seja dita: por mais que entre grande parte dos exilados e entre camadas jovens ainda no país o príncipe herdeiro seja popular, sua figura, muito menos uma possível volta da monarquia, estão longe de fazer unanimidade. Não só o reinado do último xá foi marcado por uma repressão comparada à atual, mas também seu pai, que “inaugurou a dinastia”, enquanto militar, dando um golpe em seu antecessor, procurou assimilar outras etnias aos persas dominantes e foi derrubado por não se curvar à sede de petróleo dos EUA. Mohammad não queria nem estava preparado pra reinar, o que o levou a tomar as piores decisões durante os protestos populares; e justamente hoje, o aspirante a rei é contestado por seu alinhamento incondicional a Israel, que o quer no lugar da “república islâmica” a qualquer preço (enquanto o próprio Laranjão não bate o martelo).

Eu traduzi o discurso usando o Google por meio da versão em inglês, já que ela deve ter sido feita pela equipe a partir do original persa e ficaria mais confiável do que se eu usasse este último no tradutor. Mesmo assim, comparei o resultado com o texto de partida e, quando necessário, consultei a respectiva palavra em persa:


Meus compatriotas,

Ali Khamenei, o Zahhāk [personificação do mal na mitologia iraniana] de nossos tempos – o demônio que, há poucas semanas, ordenou o massacre de dezenas de milhares dos melhores filhos e filhas do Irã –, se foi.

Com sua morte vergonhosa, e a de muitos de seus nomeados e aliados, a República Islâmica está dando seus últimos suspiros. Por meio da vontade e coragem de vocês, em breve ela vai ser relegada à lata de lixo da história. A grande nação do Irã busca a queda completa da República Islâmica, e nós vamos derrubar este regime demoníaco.

Minha mensagem aos funcionários remanescentes desta república do terror é esta: rendam-se à nação iraniana. Declarem sua lealdade a meu plano e a nossa estrutura de transição, e entreguem o poder sem mais derramamento de sangue.

Qualquer tentativa dos remanescentes do regime de nomear um sucessor pra Khamenei está fadada ao fracasso desde o início. Quem quer que eles coloquem em seu lugar não apenas vai carecer de legitimidade, mas também ser cúmplice dos crimes deste regime.

Aos militares, às forças policiais e de segurança, eu digo: suas armas devem ser usadas pra defender a grande nação do Irã, não a república do crime, da brutalidade e de seus criminosos anti-iranianos. Unam-se ao povo do Irã e à Revolução do Leão e do Sol. Usem suas armas pra proteger os iranianos contra os mercenários da República Islâmica, pra que este pesadelo de 47 anos termine mais rapidamente.

A morte do criminoso Khamenei, embora não pague o sangue derramado, pode acalmar os corações feridos de pais e mães, cônjuges e filhos, irmãs e irmãos enlutados; um consolo pras famílias orgulhosas dos mártires da Revolução do Leão e do Sol do Irã.

Povo honrado e corajoso do Irã,

A morte do déspota de nosso tempo, embora marque o início de nossa grande celebração nacional, não é o fim da jornada. Permaneçam vigilantes. Estejam preparados. A hora de uma presença ampla e decisiva nas ruas está muito próximo.

Peço a vocês que, mantendo-se em segurança, demonstrem sua satisfação e apoio ao esmagamento da República Islâmica por meio de cânticos noturnos e que gritem suas exigências pro futuro do Irã. Minha força provém da força e do apoio de vocês.

Peço aos iranianos no exterior – que durante semanas, sem cansaço nem pausa, têm trabalhado como a voz poderosa de nossos compatriotas no Irã – que intensifiquem seus esforços. Forcem o mundo a ouvir o apoio do povo iraniano a esta intervenção humanitária e nossa exigência da queda completa do regime.

Temos dias sensíveis pela frente. Juntos, vamos trilhar o caminho da vitória e derrubar a República Islâmica.

Viva o Irã.
Rezā Pahlavi


quarta-feira, 4 de março de 2026

Quem ri por último, chora melhor

Ci tá na Grobe, é pruquê é verdadj. E de fato, não esperei só o Plim-Plim, mas também a confirmação do morrimento do óia-tô-lá “Ale Camenei” pelo próprio regime iraniano. A Moçada do Bibi do Hamas disse? O Laranjão disse? Não acredito totalmente. Mas dada a bagunça provocada em Teerã, o resultado era esperável, abrindo mais um capítulo histórico dos tempos modernos. Se ainda antes do Jornal Nacional houve um “Plantão terrível” quando Washington anunciou o feito, o genro da Garota de Ipanema só apareceu na propaganda da novela Três Graças quando a própria ditadura confirmou mais um cancelamento de CPF seu.

Desta vez não houve a vinheta da diarreia imediata, e embora no domingo eu tenha hackeado o vídeo do portal G1, no sábado à noite consegui voltar a programação ao vivo por meio da transmissão aberta ao vivo na plataforma Globoplay, assim que soube em outros sites, pouco antes de ir dormir, que “é verdade esse bilete”. Como em Bragança Paulista assistimos à afiliada TV Vanguarda (que transmite de Mas Bom Mesmo é Viver em São José dos Campos), logo antes estava passando um boletim do tempo pras regiões cobertas, e mal terminou a trilha sonora, já apareceu a cara do Tralha. Mas isso foi aqui: já no Irã, pelo menos dois necrológios rodaram as redes, e num deles, o apresentador irrompeu em prantos, bem ao estilo Coreia do Norte.

Em dois momentos, seu “soluço” parece tão fingido (alguém viu as lágrimas?) que chegamos a ter a impressão dele estar rindo, ou se segurando pra não rir e ir parar na forca. Note que aparentemente, mesmo atrás das câmeras, alguém deixa soltar uma risada; já pode ser considerado um dos momentos mais constrangedores da geopolítica televisada, e por isso separei os dois trechos pra que você possa fazer memes à vontade, bem como incorporei a publicação original do portal Metrópoles:



Mais legal ainda foi nesta segunda ter aparecido uma propaganda no portal G1, paga pra ser mostrada pelo Google, em que a Moçada sugere aos iranianos, em persa, que vejam a situação em seu país por sobre a censura oficial. Parece que uma versão ampliada dessa mensagem também foi publicada nas redes oficiais israelenses e nas ligadas aos apoiadores do Pahlanada. Eu hein, depois daquela dos beeps do Hezbollah, eu que não clico nisso! (Eu mesmo transcrevi e joguei no tradutor, fazendo poucas mudanças.)

سازمان موساد
برادران و خواهران ایرانی ما،
اینجا کلیک کنید و عکسها و ویدیوهایی
از آنچه اکنون در خیابانها اتفاق می افتد.
را با ما به اشتراک بگذارید ما با شما هستیم!

[Organização] Mossad
Nossos irmãos e irmãs iranianos,
Cliquem aqui para ver fotos e vídeos
do que está acontecendo nas ruas agora.
Estamos com vocês!





Afinal, é assim que nascem as revoluções:


Depois de ver isso, me veio à memória algo que eu teria visto na adolescência, e eu estava certo. A Turquia de 2001, segundo o Livro do ano 2001-2002 editado pela mesma casa da velha Enciclopédia Barsa, também teve um dólar milionário. Aliás, o valor crescia a cada ano: mais de 400 mil liras turcas em 1999, mais de 600 mil em 2000... Mas daí veio o Tobogã e transformou o Império Otomano num país deter-gente, ops, emergente, rs:


Após o morrimento de Ali Khamenei, Carlos Henrique de Brito Cruz, físico e engenheiro brasileiro e ex-reitor da Unicamp, foi escolhido pra ocupar o cargo de líder supremo temporário. Quando a publicação for ao ar, não se sabe se ele ainda vai estar vivo:




terça-feira, 3 de março de 2026

Khamenei cancelado: memes fortes

É um momento histórico, gostemos ou não dos resultados e do modo como foi feito, portanto, eu não podia deixar passar. Mais material vai aparecer, mas esta nova leva resulta de uma simples entrada no esgotão do Équis, pra ver como o Molusco teria reagido ao morrimento de um dos maiores carniceiros da história recente. Felizmente, ele só tá se ocupando do que importa e publicando coisas sobre as tragédias das chuvas no leste de Minas Gerais.

Tive então a ideia de ir ao perfil do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) e vi uma sucessão de notas insossas sobre as muitas crises acontecendo na região chamada genericamente de “Oriente Médio”: primeiro, a guerra que subitamente explodiu entre Paquistão e Afeganistão, aparentemente esquecida ou sequer notada por todos; depois, os bombardeios de Israel e EUA contra o Irã, as retaliações deste contra bases americanas nos países árabes do Golfo e, finalmente, a confirmação da sublimação de Ali Khamenei.

A Bozolândia se apressou em reagir, mas em se tratando dessa raça, podemos esperar as piores coisas, e mesmo com relação à Jararaca, alguns “memes” são realmente de uma nojeira e descabimento profundos. Além disso, tem o fato de chuparem o saco do Laranjão e do Bibi do Hamas, que são outros grandes criminosos internacionais. Mas uma coisa que tenho em comum com o gado e seus berranteiros é a repulsa pelo que um bando de velhos doentes batizou de “república islâmica” (expressão contraditória, se analisarmos bem) e usou pra destruir o futuro de gerações.

Não tenho político de estimação nem tenho escrúpulos ao criticar governos, governantes e seus apaniguados. Porém, dada minha decência moral em alguns pontos, quero esclarecer os critérios pra escolha dessas montagens que copiei do parquinho do Ilomasque, muitas delas, obviamente, feitas por sua pedo-tarada ferramenta de IA.

Não sou anti-Lula, mas não morro de amores por ele, muito menos pelo PT. Mesmo não concordando com todas as acusações feitas contra ele, não ligo em manter alguns estereótipos sem maiores consequências. Tirei a autoria ou origem de contas abertamente bolsonaristas, pois não quero confusão de minhas ideias com a dessa gente. (Se pra você meu posicionamento já basta pra tal equiparação, se jogue de uma ponte.) No limite do possível, evitei figuras que exaltassem demais os caciques de Washington e Tel Aviv, mas às vezes seu próprio regozijo fazia parte da piada. Se havia informação falsa, então, passei longe.

Também evitei a sanguinolência excessiva, mas como alguns memes mais “feios”, embora repetitivos, tiveram meu total aval, resolvi lhes dedicar esta segunda publicação; se você não gosta de emoções fortes, recomendo pensar duas vezes antes de prosseguir. Em todo caso, lembrem-se: mantenham o senso crítico, o povo comum em primeiro lugar, não tenham reis de estimação e nunca apostem no “acerto” ou “erro” completo de qualquer escolha.


É sempre perigoso colocar o Adolfo em assuntos relativos a Israel e aos judeus, mesmo em se tratando do carniceiro Bibi do Hamas. Porém, tirando essa comparação típica de todo mundo que quer extremar um debate, a referência ao Jeff das Lolitas até que tem bastante pertinência, e vários especialistas aludiam à possibilidade do Laranjão fazer isso.

Fora isso, achei este perfil bastante intrigante, primeiro pela própria descrição bizarra. Segundo, porque vários perfis pró-ditaduras, antissemitas e ultrarradicais de apartamento reivindicam abertamente o PT e sua Jararaca, mas estes jamais procuraram se distanciar dos mais aloprados. E terceiro, como ela se chama “Golda Meir”, ex-premiê e uma das maiores odiadoras de palestinos, mas destila ódio contra o Estado judeu?

















Não só ex-querdistas, mas qualquer um com espírito de manada e carência de neurônios...

segunda-feira, 2 de março de 2026

Khamenei cancelado: memes leves

É um momento histórico, gostemos ou não dos resultados e do modo como foi feito, portanto, eu não podia deixar passar. Mais material vai aparecer, mas esta primeira leva resulta de uma simples entrada no esgotão do Équis, pra ver como o Molusco teria reagido ao morrimento de um dos maiores carniceiros da história recente. Felizmente, ele só tá se ocupando do que importa e publicando coisas sobre as tragédias das chuvas no leste de Minas Gerais.

Tive então a ideia de ir ao perfil do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) e vi uma sucessão de notas insossas sobre as muitas crises acontecendo na região chamada genericamente de “Oriente Médio”: primeiro, a guerra que subitamente explodiu entre Paquistão e Afeganistão, aparentemente esquecida ou sequer notada por todos; depois, os bombardeios de Israel e EUA contra o Irã, as retaliações deste contra bases americanas nos países árabes do Golfo e, finalmente, a confirmação da sublimação de Ali Khamenei.

A Bozolândia se apressou em reagir, mas em se tratando dessa raça, podemos esperar as piores coisas, e mesmo com relação à Jararaca, alguns “memes” são realmente de uma nojeira e descabimento profundos. Além disso, tem o fato de chuparem o saco do Laranjão e do Bibi do Hamas, que são outros grandes criminosos internacionais. Mas uma coisa que tenho em comum com o gado e seus berranteiros é a repulsa pelo que um bando de velhos doentes batizou de “república islâmica” (expressão contraditória, se analisarmos bem) e usou pra destruir o futuro de gerações.

Não tenho político de estimação nem tenho escrúpulos ao criticar governos, governantes e seus apaniguados. Porém, dada minha decência moral em alguns pontos, quero esclarecer os critérios pra escolha dessas montagens que copiei do parquinho do Ilomasque, muitas delas, obviamente, feitas por sua pedo-tarada ferramenta de IA.

Não sou anti-Lula, mas não morro de amores por ele, muito menos pelo PT. Mesmo não concordando com todas as acusações feitas contra ele, não ligo em manter alguns estereótipos sem maiores consequências. Tirei a autoria ou origem de contas abertamente bolsonaristas, pois não quero confusão de minhas ideias com as dessa gente. (Se pra você meu posicionamento já basta pra tal equiparação, se jogue de uma ponte.) No limite do possível, evitei figuras que exaltassem demais os caciques de Washington e Tel Aviv, mas às vezes seu próprio regozijo fazia parte da piada. Se havia informação falsa, então, passei longe.

Também evitei a sanguinolência excessiva, mas como alguns memes mais “feios”, embora repetitivos, tiveram meu total aval, resolvi lhes dedicar uma segunda publicação que vai sair amanhã. Em todo caso, lembrem-se: o povo comum em primeiro lugar, mantenham o senso crítico, não tenham reis de estimação e nunca apostem no “acerto” ou “erro” completo de qualquer escolha.





Esse momento ficou pra história, todo mundo lembra, rs: posse do “presinada” Vovô Pezê, após o açougueiro Raisi ter sido apedrejado por uma montanha.



















“Aiatolula Roubar-Lhe-Ei”, rs.



É “Chávez”, e não “Chaves”, igual ao programa preferido do Jenossias. Mas não tive como corrigir pra fazer a burrada desparecer...